"A cidade fala o MPV mostra."
Aprovação do Reajuste do Salário Mínimo Regional no Rio Grande do Sul
A proposta, enviada pelo próprio Executivo estadual, obteve ampla adesão no plenário gaúcho, recebendo 41 votos favoráveis e apenas dois contrários
Eliane Ribas Semeler
5/20/20264 min read
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) aprovou, nesta terça-feira (19), um importante reajuste de 5,35% no salário mínimo regional.
A medida, que agora aguarda a sanção do governador Eduardo Leite no Palácio Piratini para entrar em vigor, visa valorizar a força de trabalho local e estabelece novos pisos salariais que variam de R$ 1.884,75 a R$ 2.388,50.
A proposta, enviada pelo próprio Executivo estadual, obteve ampla adesão no plenário gaúcho, recebendo 41 votos favoráveis e apenas dois contrários. Segundo o governo, a definição do índice de 5,35% foi baseada em uma metodologia técnica: a combinação da recomposição da inflação — medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. Na justificativa do projeto, o objetivo central é garantir a recuperação do poder de compra dos trabalhadores e permitir que eles compartilhem dos ganhos econômicos recentes do Estado.
É fundamental entender o público-alvo desta medida. O piso regional não se aplica a todo e qualquer trabalhador gaúcho, mas atua como uma rede de proteção financeira indispensável. Ele é destinado, primordialmente, às categorias profissionais que não possuem acordos ou convenções coletivas de trabalho específicas estabelecidas por sindicatos. Além disso, os valores aprovados também servem como referência direta para proteger os trabalhadores que se encontram em situação de informalidade.
Com a aprovação, as cinco faixas salariais do Estado foram atualizadas, contemplando diferentes setores da economia. A Faixa 1, que serve de piso para trabalhadores da agricultura, construção civil, turismo, empregados domésticos e motoboys, subiu de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75.
A Faixa 2, que engloba profissionais do vestuário, saúde, limpeza e telecomunicações, passou a valer R$ 1.928,15. Na Faixa 3, direcionada aos trabalhadores do comércio em geral, da indústria alimentícia e movimentadores de mercadorias, o novo valor é de R$ 1.971,89.
Avançando na qualificação e especificidade, a Faixa 4 — que atende vigilantes, metalúrgicos, empregados de condomínios e auxiliares administrativos escolares — teve o piso fixado em R$ 2.049,76. Por fim, o topo da tabela é representado pela Faixa 5. Destinada aos técnicos de nível médio, essa categoria alcançou o teto de R$ 2.388,50.
O projeto de lei foi a primeira pauta votada na sessão da Assembleia, demonstrando a prioridade dada à política estadual de valorização salarial. Assim que sancionado, o reajuste trará um impacto direto e positivo no poder de consumo e na qualidade de vida de milhares de famílias gaúchas.A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) aprovou, nesta terça-feira (19), um importante reajuste de 5,35% no salário mínimo regional. A medida, que agora aguarda a sanção do governador Eduardo Leite no Palácio Piratini para entrar em vigor, visa valorizar a força de trabalho local e estabelece novos pisos salariais que variam de R$ 1.884,75 a R$ 2.388,50.
A proposta, enviada pelo próprio Executivo estadual, obteve ampla adesão no plenário gaúcho, recebendo 41 votos favoráveis e apenas dois contrários. Segundo o governo, a definição do índice de 5,35% foi baseada em uma metodologia técnica: a combinação da recomposição da inflação — medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. Na justificativa do projeto, o objetivo central é garantir a recuperação do poder de compra dos trabalhadores e permitir que eles compartilhem dos ganhos econômicos recentes do Estado.
É fundamental entender o público-alvo desta medida. O piso regional não se aplica a todo e qualquer trabalhador gaúcho, mas atua como uma rede de proteção financeira indispensável. Ele é destinado, primordialmente, às categorias profissionais que não possuem acordos ou convenções coletivas de trabalho específicas estabelecidas por sindicatos. Além disso, os valores aprovados também servem como referência direta para proteger os trabalhadores que se encontram em situação de informalidade.
Com a aprovação, as cinco faixas salariais do Estado foram atualizadas, contemplando diferentes setores da economia. A Faixa 1, que serve de piso para trabalhadores da agricultura, construção civil, turismo, empregados domésticos e motoboys, subiu de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75.
A Faixa 2, que engloba profissionais do vestuário, saúde, limpeza e telecomunicações, passou a valer R$ 1.928,15. Na Faixa 3, direcionada aos trabalhadores do comércio em geral, da indústria alimentícia e movimentadores de mercadorias, o novo valor é de R$ 1.971,89.
Avançando na qualificação e especificidade, a Faixa 4 — que atende vigilantes, metalúrgicos, empregados de condomínios e auxiliares administrativos escolares — teve o piso fixado em R$ 2.049,76. Por fim, o topo da tabela é representado pela Faixa 5. Destinada aos técnicos de nível médio, essa categoria alcançou o teto de R$ 2.388,50.
O projeto de lei foi a primeira pauta votada na sessão da Assembleia, demonstrando a prioridade dada à política estadual de valorização salarial. Assim que sancionado, o reajuste trará um impacto direto e positivo no poder de consumo e na qualidade de vida de milhares de famílias gaúchas.
