Operação Mute: combate ao uso ilegal de celulares nos presídios do Rio Grande do Sul

Polícia Penal do RS realizou operação em presídios gaúchos para apreender celulares e combater ações de facções criminosas dentro das cadeias. Ação ocorreu em quatro unidades prisionais do Estado.

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Redação MPV

5/23/20262 min read

Introdução à Operação Mute

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul realizou uma nova operação contra o uso ilegal de celulares dentro das unidades prisionais do estado. Esta ação é parte da 11ª fase da Operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, que visa combater organizações criminosas atuantes dentro dos presídios. O uso de tecnologia, como telefones celulares, tem sido uma das principais ferramentas utilizadas por essas facções para manter suas operações de dentro das prisões.

Desdobramento da Operação

Mais de 300 servidores participaram desta operação, que começou na segunda-feira (18) na Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro, passando pelas penitenciárias de Charqueadas, Santa Maria e finalizando nesta sexta-feira (22) na Penitenciária Estadual de Porto Alegre. Durante as revistas, os agentes de segurança apreenderam celulares, chips, carregadores e cabos USB. O volume total de materiais apreendidos ainda não foi divulgado, mas o foco da operação foi claro: desarticular o sistema de comunicação entre os detentos e suas facções criminosas.

Impactos e Objetivos da Ação

A operação Mute não é apenas uma resposta ao uso ilegal de celulares, mas um esforço estratégico para reduzir os crimes organizados planejados a partir das prisões. Com informações coletadas por meio da inteligência das forças de segurança, a operação priorizou aqueles locais onde a atuação de facções criminosas foi identificada. A intenção é enfraquecer a estrutura dessas organizações, que utilizam os dispositivos para aplicar golpes e coordenar atividades criminosas.

Além disso, a Operação Mute está integrada ao programa federal “Brasil Contra o Crime Organizado”, que destina mais de R$ 11 bilhões para investimentos em segurança pública em todo o país. Uma parte significativa desses recursos será empregada no fortalecimento do sistema prisional gaúcho, visando garantir não apenas a segurança nas unidades prisionais, mas também a proteção da sociedade como um todo.

Em um contexto onde a comunicação ilícita pode levar a impactos graves na segurança pública, a atuação da Polícia Penal é fundamental para a manutenção da ordem e do controle dentro das prisões. Com ações contínuas e estratégicas, espera-se que a efetividade dessas operações reverberem positivamente no combate à criminalidade organizada no estado e, consequentemente, em todo o Brasil.